PASOP

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Projecto Ambulatório de Saúde Oral e Pública

Apresentado publicamente na Unidade de Ponte de Lima da Universidade Fernando Pessoa, em 8 de Janeiro de 2003, perante convidados e entidades locais, o PASOP – Projecto Ambulatório de Saúde Oral e Pública assumiu-se, imediatamente, como o meio privilegiado de extensão comunitária da UFP na área da educação para a saúde. Educar para a saúde passa, em primeiro lugar, por incentivar à criação de hábitos de vida saudável, um dos quais é, sem dúvida, o da preocupação com a prevenção dos riscos que possam conduzir à doença.

A prevenção desses riscos pressupõe, naturalmente uma informação actualizada sobre o estado geral da saúde, através de diagnósticos adequadamente realizados, designadamente em públicos que, por limitações sociais, culturais e económicas, não têm por hábito acesso a cuidados de saúde. Esses públicos, geograficamente interiorizados ou vivendo nas margens socialmente debilitadas dos meios urbanos, formam por nós identificados em autarquias com culturas e hábitos de vida ainda bastante ruralizados e com marcas expressivas de envelhecimento, e em agrupamentos escolares com problemas de dificuldades de aprendizagem e de insucesso.

Institucionalmente, o PASOP privilegiou como interlocutores e mediadores da extensão comunitária as instituições de solidariedade social, centros paroquiais, associações, fundações, santas casas da misericórdia, câmaras municipais, juntas de freguesia e agrupamentos de escolas, sobretudo básicas. Do lado da UFP, além desta vertente comunitária e social do projecto, ele também foi pensado para cumprir uma importante função pedagógica, a um tempo cívica e de desenvolvimento de competências técnicas dos seus alunos, em situação real.

Esta dimensão pedagógica valoriza, sem qualquer dúvida, a formação e a aprendizagem profissional dos alunos de saúde que se preparam para o desempenho futuro de funções técnicas de crucial importância social. Ora, o conhecimento directo e o diálogo com os públicos alvos dessas funções proporcionadas e potenciadas pelo PASOP representam uma grande mais valia motivacional e metodológica no processo de ensino-aprendizagem. Eis, pois, resumidamente, os fundamentos que levaram a Reitoria da UFP a conceber o Projecto Ambulatório de Saúde Oral e Pública cujo pioneirismo lhe tem atraído os apoios e a notoriedade social, que a sua gestão executiva e o empenhamento de milhares de alunos e dezenas de supervisores têm vindo a consolidar.

Valências do Projecto As duas unidades móveis, devidamente equipadas com consultórios e respectivos meios de diagnóstico, que servem o projecto, realizam rastreios de medicina dentária, identificando necessidades de tratamentos que podem ser realizados nas duas clínicas dentárias da UFP do Porto; fazem análises de medição de glicemia e colesterol; controlam a tensão arterial e os índices de osteoporose; avaliam a aquisição de disfagias; identificam problemas motores e psicomotores.

Nestas acções, participam, respectivamente, os alunos de medicina dentária, de análises clínicas e saúde pública, de enfermagem, de terapêutica da fala, de fisioterapia e de reabilitação psicomotora, enquadrados por docentes e/ou supervisores de estágios clínicos. Dispondo de meios adequados para o apoio à investigação clínica de campo naquelas áreas, as duas unidades móveis são também utilizadas para suporte à recolha de dados de pesquisas epidemiológicos, sendo constituída uma base de dados que estará disponível para a área científica.

As competências, que o PASOP tem permitido aprofundar aos alunos e docentes que nele participaram, têm sido também utilizadas para acções de extensão universitária e de formação contínua de agentes de saúde, como aconteceu, no Verão de 2006, em Angola, a convite do Ministério da Saúde do governo angolano. O PASOP apoiou, por diversas vezes, a Volta a Portugal em Bicicleta; os Peregrinos do 13 de Maio em Fátima; a primeira Feira Alfootball em Lisboa; algumas Meias Maratonas de Lisboa; alguns rastreios em cidades do Euro 2004; a iniciativa “24 Horas a Nadar” e alguns eventos organizados pelo Laboratório Ratiopharm, que foi um dos apoiantes do PASOP no início do seu lançamento.

O PASOP colabora também com o gabinete de Projectos Estratégicos e de Qualidade e com o Gabinete de Comunicação e Imagem da UFP em acções de divulgação da oferta formativa da Universidade em feiras escolares e outras iniciativas de escolas secundárias, em todo o país. Rastreios de Medicina Dentária Análises de medição de glicémia, colesterol e tensão arterial Índices de Osteoporose Terapia da fala Apoios e Investimento O PASOP é um projecto exclusivamente gratuito às populações carenciadas, no entanto, faz protocolos com instituições, escolas ou empresas, no sentido de serem feitas doações para minimizar os custos.

O PASOP só pôde lançar-se e desenvolver-se graças ao investimento que nele foi, e é, feito pela Fundação Fernando Pessoa, entidade instituidora da UFP, e aos apoios que lhe têm sido dados pelas muitas entidades.

Dessas entidades permitimo-nos destacar o Fundo J. B. Fernandes (Secção Filantrópica da Fundação Rockfeller, dos Estados Unidos), o Grupo Nabeiro – Delta Cafés, a BP Portugal, Laboratórios Colgate – Palmolive, Glaxo Smithkline Consumer Healthcare e Roche Sistemas de Diagnósticos, Lda. Nova et Nove Fiel ao seu lema – nova et nove: ensinar coisas novas com métodos novos -, a UFP tem no PASOP um importante instrumento didáctico de permanente melhoria da qualidade do seu ensino na área da saúde. E, porque a qualidade de ensinar ou de aprender não existe só porque se diz, mas porque se faz, porque se pratica e porque se conquista, nós continuamos na UFP a fazer diferente para fazer melhor! Este é o imperativo cultural, científico e ético da Universidade Fernando Pessoa, para o qual o PASOP muito tem contribuído e irá contribuir!

 

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